A representatividade como tema de TCC

Repórter: José Ernesto Weningahmp Júnior

Em 2018, a representatividade do meio LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Intersexo), está a cada dia sendo mais discutida nas rodas de conversa

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), o número de assassinatos de homossexuais e travestis no Brasil aumentou 30% em 2017, em relação o ano anterior. Em 2016, foram mortos 343 LGBTI pelo Brasil, o número chegou no ano passado a 445. Em um segundo levantamento obtido pelo jornal O Globo, a cada 19 horas um LGBTI é assassinado. Com estes dados, o Brasil hoje carrega para si a medalha de ouro em crimes de “LGBTfobia” no mundo.

Juliano Bertoldi, acadêmico do último ano do curso de Jornalismo da instituição, trará em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o meio LGBTI. A ideia do acadêmico e de apresentar como é a representatividade do meio nas redes sociais e nos veículos de comunicação, tudo isso em programas para um canal no Youtube.

 

 A orientação, ficou a cargo da Professora Ana Cristina Bostelmam

A nova doutora da Uniuv

Em 2016, o curso de jornalismo do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) ganhou o seu primeiro doutor: Lucio Kurten dos Passos, que teve seu doutorado em Comunicações e Linguagens aprovado. Quase dois anos se passaram e agora o curso de Jornalismo passa a ter a sua primeira doutora. No dia 4 de abril, Angela Maria Farah defendeu o seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP). O projeto envolveu a leitura semântica de como a criança em situação de rua é retratada nos jornais paranaenses.

O começo:

“A reportagem poderia ser mais efetiva”

Depois de presenciar um menino sendo algemado em um bar por um delegado, Angela, na época acadêmica de Jornalismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), decidiu que a sua reportagem que estava produzindo para o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mostraria quem eram estes meninos de rua. Após o final da graduação, ela apresentou este mesmo trabalho em um simpósio na Universidade de São Paulo (USP), onde os presentes questionaram se os meninos do sul eram loiros de olhos azuis. “Eles esperavam algo mais teórico, mas quando eles escutaram histórias de vida, se surpreenderam e isso foi muito bom”.

Cremilda Medina

            Quem foi aluno de Angela, alguma vez na vida, já ouviu falar da jornalista Cremilda Medina. A professora possui certo apreço pela jornalista, que acabou orientando seu trabalho de doutorado.

Cremilda Celeste de Araújo Medina

Jornalista, pesquisadora e professora titular sênior da Universidade de São Paulo (USP) ela traz para a Comunicação Social e para o Jornalismo os desafios do Saber Plural, tendo como eixo central o Dialogo Social, principalmente na prática da reportagem. Cremilda também é líder do grupo de pesquisa “Epistemologia do Dialogo Social”.

 

 

 

O Doutorado:

            Com consequência do tema abordado por Angela em sua graduação, no início do seu processo de doutorado, sob a orientação de Cremilda Medina, a professora resolveu mostrar a mudança semântica que o termo “Meninos de Rua” sofreu a partir da década de 60.

Dentro da Biblioteca Publica do Paraná, Angela se debruçou sobre as edições do jornal Gazeta do Povo, para assim mostrar essa mudança, passando pela elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).