Carlos Eduardo Marquioni encerra a Semana de Comunicação 2015

Uma sexta-feira fria, várias guitarras e quadros de bandas nas paredes, a luz meio apagada, mesas e bancos de diversos formatos e um bar logo ao lado. Esse foi o cenário do último dia da Semana de Comunicação

Repórter: Gisele Ovitski – acadêmica do 5º semestre de Jornalismo

 

Uma sexta-feira fria, várias guitarras e quadros de bandas prestigiadas penduras nas paredes, a luz meio apagada, mesas e bancos de diversos formatos e um bar logo ao lado. Esse foi o cenário escolhido para encerrar mais uma edição da Semana de Comunicação. O Pub do The Hall Club abriu as portas para Carlos Eduardo Marquioni, o palestrante que fechou a edição 2015 da semana de conhecimentos dos acadêmicos de Comunicação Social, do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv). Marquioni, que é Doutor e Mestre em Comunicação e Linguagens, professor na Universidade Tuiuti do Paraná e editor executivo da revista Interin, abordou o tema tendências da comunicação.

Após todos os detalhes estarem em ordem, o professor da Uniuv, Luiz Carlos Storck Junior, deu início ao evento. “Hoje, todos estão em um ambiente típico de sexta-feira”, destacou o professor de Publicidade e Propaganda.  Ele contou mais uma novidade da noite. Além da palestra, os alunos poderiam também realizar a compra de livros, sendo eles de dois egressos da Uniuv, Fabio Rodrigues e Thais Guimarrães de Lima. Os ex-alunos estavam divulgando e vendendo suas obras, Marcílio Dias nos corações, de autoria de Rodrigues, e Palmas pra Mim, uma narrativa de quem escolheu as ruas como palco para sua arte e a arte como profissão para sua vida, de Thais.

Com o clima sendo de total descontração, Storck, após fazer algumas brincadeiras, passou a palavra à professora Angela Maria Farah, que justificou a ausência do Jornalista da RPC TV, James Alberti, que havia sinalizado uma possível presença para o debate.

Alberti, por meio de Angela, deixou a promessa que visitará a Uniuv após estar em plena segurança, já que atualmente o Jornalista se encontra fora do estado após ser ameaçado de morte por trazer à tona uma investigação sobre pedofilia.

Com todos os ‘avisos paroquiais’ dados, Carlos Eduardo Marquioni é chamado para ocupar seu devido lugar. Marquioni, que até então era reconhecido por sua boina preta, tirou-a e sentou-se logo ao lado da bancada, que ao contrário da mascote do evento, tinha o formato de capô de fusca.

 

20 minutos sobre Tendências da Comunicação

 

Após se apresentar, Marquioni agradeceu o convite e destacou a sua felicidade. “Pra mim é uma felicidade muito grande, uma satisfação estar aqui, até porque eu conheço bastante gente de União da Vitória, como a Angela Maria, sempre ouvi falar muito daqui. Então é realmente uma grande satisfação e obrigado pelo convite”, agradeceu. Logo após, anunciou que falaria durante 20 minutos e continuaria a palestra respondendo às perguntas de professores e acadêmicos presentes. Antes ainda de iniciar, Marquioni colocou seu celular em cima da mesa e desafiou o aparelho a mudar o mundo até o fim de suas palavras.

Com o assunto reconfigurações dos meios em função do uso das tecnologias digitais, a palestra iniciou. Marquioni ressaltou que, no seu ponto de vista, as tecnologias estão reconfigurando a televisão, o meio no qual estuda. Para Marquioni, as transformações estão acontecendo a todo o momento e como uma forma de descontração, ele fez uma brincadeira sobre o tema. “Quando o professor Edinei comentou que gostaria que eu falasse sobre o futuro, eu tentei baixar um aplicativo no meu tablet de bola de cristal, mas não consegui. Então as projeções que vou fazer pro futuro vão ser realizadas com base nos fenômenos que a gente pode perceber por ai”. Para melhor compreensão, ele dividiu seu tema em duas partes e iniciou com a noção de fluxo planejado. Como base, iniciou com uma provocação que denominou como uma ‘provocação chave’, ressaltando que, ao contrário de algumas previsões, a internet não matou e nem matará a televisão.

Durante seu tema, Marquioni usou como exemplo as palavras da obra Internet e Depois, de Dominique Wolton. “Se a comunicação não fosse só técnica, se fosse levado em conta as dimensões sociais e culturais, ninguém pensaria que as novas tecnologias pudessem estar consumindo a TV”.

 

A segunda tela

 

A segunda parte de seu tema foi variações da experiência, comentando sobre o fato das pessoas estarem assistindo televisão e mexendo ao mesmo tempo nas redes sociais, sendo através de tablets ou celulares, chamando esse ato como segunda tela, como é conhecida mundialmente. Marquioni comentou também que através dessa ação, atualmente, as pessoas tem o poder de modificar uma história. Usou como exemplo a disponibilização dos conteúdos da televisão nas páginais sociais da emissora, dando o poder da pessoas assistir quando quiser, se tornando assim não mais uma televisão.

Para ele, a televisão é algo que você não interage e relembrou de quando as pessoas assistiam as programações com muito mais atenção, pois não tinham a opção de acompanhar por outro meio. Tendo assim, a sensação de que se não acompanhasse naquele exato momento, poderiam estar perdendo alguma informação muito mais importante. Por fim, Marconi mostrou aos acadêmicos que o celular deixado na mesa não mudou o mundo, e destacou que não é o aparelho que pode mudar, mas sim o modo como cada um o usa que pode de alguma forma modificar as coisas. Após sua observação, foi aberta a sessão de perguntas.

 

Bate-papo: a palavra que denominou a sessão debate

 

O professor Edinei J. Wassoaski foi quem abriu a sessão de perguntas, porém antes de deixar livre, justificou sobre o caso da chegada atrasada dele e mais alguns professores, que ficaram presos no trânsito. Após a justificativa, Wassoaski relembrou alguns dos ‘avisos paroquiais’ e abriu a sessão das dúvidas. A primeira pergunta foi realizada pelo professor Fernando Gohl, que comentou que gosta do fato de não precisar interagir com a televisão e nem com o rádio. Que o fato de que para ambos ele não precisa responder, o agrada muito. Marquioni concordou com as palavras do professor e complementou a sua fala, ressaltando que ambos os meios realmente não foram feitos para interagir. O ponto auto das perguntas ocorreu quando o acadêmico do segundo ano, Heliton Domanovski, fez uma pergunta aos acadêmicos de jornalismo, de como eles vêem o fato dos meios de comunicação mudar o futuro. Sua questão, porém, trouxe ainda mais dúvidas aos presentes, e a professora Angela Farah foi quem o rebateu. Angela revidou sua questão perguntado o porquê de atingir somente os jornalistas, sendo que as mudanças ocorrem ainda mais no campo publicitário. Marquioni por sua vez, concordou com as palavras da colega Angela e tentou explicar um pouco sobre a questão, que pareceu estar confusa ao acadêmico Heliton Domanovski.

 

Geração de debate

Em meio às falas dos alunos, as diversas fotografias sendo tiradas e as bandejas carregadas de bebidas e porções de batatas fritas, as perguntas foram sendo realizadas tanto por egressos, quanto por professores que mantinham o mesmo clima de descontração dos demais presentes. Marquioni por sua vez, utilizou diversas vezes a ajuda de Caroline, sua aluna e acompanhante de trabalhos, sobre os meios de comunicação à televisão. Caroline por um breve momento também comentou sobre o acompanhamento ao Carlos Eduardo e contou como surgiu a ideia de abordar este tema junto a ele. Para terminar a sessão, novamente o professor Edinei Wassoaski tomou conta das palavras e usou os acadêmicos Matheus Iltchechen e Karoline Weber, como exemplos de que a internet anda mudando as suas vidas, devido as diversas fotos que ambos postam em seu instagran.

Após agradecer a presença dos alunos, da ajuda dos professores e principalmente à presença de Carlos Eduardo Marquioni, o professor pediu para que todos os presentes cantassem parabéns aos alunos Gisele Litwinski e Heliton Domanovski, que estavam completando mais um ano de vida na mesma noite. Após a canção, todos estavam liberados para curtir a noite ao som de uma boa música, e tirar várias fotos na mascote da semana, a ComunicaKombi.

 

Com a palavra: Carlos Eduardo Marquioni

 

Assim que terminou a sua palestra, Marquioni agradeceu novamente pelo convite e, como presente ganhou os livros de autoria de Angela Farah. Logo após, Marquioni comentou sobre como surgiu a sua vontade de estudar televisão. “A gente acaba estudando aquilo que a gente gosta, e eu gosto de televisão. No meu caso, eu estudo a TV de maneira sistematizada desde a minha tese, mas eu já tinha interesse no assunto muito antes”, comentou. Atualmente, Marquioni também é professor de Comunicação Social e relatou como é a experiência de ser professor em um curso onde ele não é formado. “Pra mim é muito legal, até porque a minha formação original é Análises de Sistemas, uma formação totalmente técnica, mas tenho meu mestrado e doutorado em Comunicação Social e eu gosto muito da coisa, é uma grande satisfação dar aula a uma rapaziada que trabalha nesse campo”.

Por fim, Marquione relatou que a ideia de fazer uma palestra em um local tão diferente foi extremamente sensacional. “Inusitado né? quando o Edinei me convidou para encerar a Semana de Comunicação eu fiquei lisonjeado, mas quando ele me disse que seria em um boteco eu falei que isso era fenomenal, que tava levando a comunicação onde ela faz sentido. E nada mais característico do que em um bar”, finalizou Carlos Eduardo Marquioni.

 

Agradecimentos aos organizadores da Semana de Comunicação 2015

 

O professor Edinei Wassoaski, após agradecer a presença de Carlos Eduardo Marquioni, fez questão de agradecer a todos os envolvidos na organização da Semana de Comunicação. Edinei comentou que quando assumiu a organização da Semana de Comunicação, pensou que seria uma tarefa difícil, complicada, mas felizmente se surpreendeu com a disposição de muito mais pessoas. Como um desabafo, Wassoaski relatou que se sentia constrangido a ser denominado organizador. “Até me sinto constrangido de falar que sou o organizador, porque eu não fui organizador coisa nenhuma, eu apenas disse que seria, mas na verdade a gente teve uma comissão de organizadores, portanto não posso dizer que foi somente eu que montei tudo.Cada um fez algo tão importante quanto para que essa semana fosse realizada”, afirmou.

Como um modo de agradecimento a cada pessoa envolvida, Wassoaski terminou citando o nome de cada um que ajudou na realização do evento, sendo eles, o Reitor da Uniuv Allyson Franz, Vice-Reitor Lucio Kurten dos Passos, os professores Angela Farah, Fernando Gohl, Ana Cristina Bostelmam, Juliana Biscaia, Luis Carlos Storck Junior e aos técnicos Daniel Prestes e Alfredo Ronaldo Correa. Além do corpo docente, Wassoaski não deixou de agradecer aos alunos, Bruna Wagner e Thaina da Cruz que cuidaram da organização e divulgação do evento, chamando de “minhas meninas”, agradeceu também as alunas responsáveis pela divulgação no Blog de Comunicação, Karoline Weber, Gisele Ovitski, Gisele Litwinski e Luciana Ignaszevski, não esquecendo o acadêmico Paulo Szpunar, e chamando na frente do palco para receber os  devidos aplausos agradeceu a aluna Marina Costa.

Marina Costa, acadêmica do útimo ano de Publicidade e Propaganda, foi chamada pelo professor a ir ao palco, onde recebeu os aplausos e elogios de todos os presentes, principalmente de Wassoaski. “Marina foi quem elaborou o conceito juntamente com o professor Storck, ela criou também toda a identidade visual, até da kombi e ela foi fantástica, acabou de ser reprovada para cuidar de toda arte do ano que vem também”, destacou com risos o professor que fez sinal de reverência a acadêmica.

O organizador ainda destacou que todos os palestrantes saíram elogiando os acadêmicos da Uniuv e comentou que a escolha de cada convidado foi feita a partir da relevância de temas. “O primeiro critério que seguimos foi quem cada um conhecia, e segundo e mais importante critério era sobre a pertinência dos temas, tentando sempre mesclar os assuntos entre publicidade e jornalismo”. Sobre o fato de o encerramento ser em um boteco, ele explicou que a ideia era justamente descontrair. “Essa ideia do bar era justamente para descontrair, fazer uma coisa mais voltada para um Happy Hour, pra gente discutir regado a cerveja, muito bate papo, e que todas as ideias fluíssem melhor”, afirmou.

Por fim, ressaltou que todos os acadêmicos foram além das suas expectativas, tanto pelo ótimo comportamento, pelo modo que todos se dirigiram aos palestrantes, as perguntas que foram muito bem elaboradas e terminou destacando do seu orgulho. “Estou muito orgulhoso, orgulhoso mesmo, não tem outra palavra para descrever, do que orgulho por todos os meus alunos”, terminou Edinei Wassoaski.

 

 

 

 

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