Enaproc 2013: Acadêmicos de Jornalismo apresentam resumo do TCC

Repórter: Bruna Tretto. Acadêmica do 6º semestre de jornalismo da Uniuv

O segundo dia do X Encontro Anual de Produção Científica (Enaproc) aconteceu no dia 6, nas próprias salas de aula do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv). O Enaproc é obrigatório para os acadêmicos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda do oitavo semestre. Os alunos desse período estão em fase de término do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e é o resumo deste o trabalho que eles apresentam.

As apresentações dos trabalhos foram em comunicação oral. Nesta modalidade o acadêmico dispôs de no máximo 20 minutos para apresentação e, ao término, o público tem espaço para realizar perguntas e esclarecer dúvidas sobre os trabalhos.

Abaixo leia e aprecie três apresentações dos acadêmicos de Jornalismo da Uniuv sobre seus TCCs.

 

A VIDA SOBRE UMA CADEIRA DE RODAS

A acadêmica Karoline Bertolotti, é a autora do projeto ‘A vida sobre uma cadeira de rodas’, que tem como orientadora a professora de jornalismo Angela Maria Farah. O projeto será desenvolvido mediante uma série de reportagens para revista, contando as histórias e a superação de quem vive a vida sobre uma cadeira de rodas. Karoline escolheu o tema por achar que os cadeirantes são, na maioria das vezes, ignorados por boa parte da sociedade. “Sempre achei interessante e importante de se falar sobre o fato de uma pessoa perder os movimentos em determinado momento e ter de conviver com isso.”

A acadêmica espera que o seu trabalho consiga mostrar para os leitores como é viver sobre uma cadeira de rodas. E que, por meio dele, a sociedade repense as atitudes com relação à pessoa com deficiência, atentando para a importância de se oferecer acessibilidade e condições mínimas de circulação, e, consequentemente, inclusão, aos cadeirantes.

Para Karoline, apresentar o seu trabalho no Enaproc foi muito importante. “Foi quase uma preparação mesmo pra banca. Você ensaia, cronometra, mais ou menos, o tempo, e pode sentir o clima das pessoas, como elas reagem com relação ao projeto e a apresentação.”

A FERROVIA NO DESENVOLVIMENTO DE UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO

Apresentado pelo acadêmico Deiwerson Damasceno dos Santos, e tendo como orientadora a professora de jornalismo, Angela Maria Farah, o projeto é uma grande reportagem impressa para revista sobre o surgimento e desenvolvimento das cidades de União da Vitória (PR) e Porto União (SC), a partir da ferrovia.

Em seu projeto, o acadêmico cita alguns dos principais acontecimentos na época, como o Acordo de Limites, a Guerra do Contestado (1912). Conta histórias das pessoas que foram beneficiadas e também prejudicadas com a construção da ferrovia. Tenta tornar os aspectos culturais e históricos de União da Vitória e Porto União mais conhecidos por parte da população, como a extinta Linha Velha, a história de outras vilas, Engenheiro Mello, por exemplo. E a partir de visitas em museus, conversou com pessoas conhecedoras da história, para contextualizar a reportagem.

Santos não sentiu nenhuma dificuldade em sua apresentação, apenas um pouco de nervosismo, normal em qualquer exposição oral. “A sensação é de que, a partir dessa apresentação, falta muito pouco para, enfim, concluir uma pesquisa que exigiu muita dedicação, horas de trabalho, de leitura. Ainda, é gratificante poder mostrar a alguém, seja a quem for, o que foi produzido, como foi produzido, os porquês da escolha do tema. Vejo como uma penúltima etapa, antecedente à temida banca final”.

 

CÂNCER DE MAMA: UMA NARRATIVA PARA TODOS

Este projeto é uma grande reportagem em TV, que vai contar as narrativas de vida das pacientes de câncer de mama em Porto União e União da Vitória. Apresentado pela acadêmica Michelle Martins, tendo como orientadora a professora de Jornalismo, Ana Cristina Bostelmam, o foco do projeto é apresentar a prevenção da doença, assim como, tratamento.

Segundo a acadêmica, ele foi escolhido por causa do aumento no índice de diagnósticos de câncer, cerca de 52 mil e 680 pessoas foram diagnosticadas com a doença em 2012 – Dados Instituto Nacional do Câncer (Inca). O veículo escolhido é a TV, pois abrange todas as classes sociais inclusive C e D. A audiodescrição foi escolhida para narrar as cenas sem aúdio, que visa orientar e levar o público com necessidades especiais ao entendimento completo do produto jornalístico televisivo.

Por mais que Michelle viva e tenha conhecimento do projeto, ela ficou ansiosa antes da apresentação. “É muito bom sair com a sensação que falta pouco para terminar o curso e receber o diploma. Jornalismo é um sonho que deve ser vivido e observado em todos os momentos, sejam nos tranquilos ou mais agitados. Tudo é aprendizado. Com as experiências no Enaproc, temos a possibilidade de acertar no futuro algo que poderia ser um erro, caso não fosse treinado antes.”

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *