Mesa Redonda sobre Gênero na Comunicação foi um sucesso

Conservadorismo e questões religiosas são alguns fatores que fazem o tema de gênero e sexualidade não adiantar no Congresso brasileiro. Mais do que uma “modinha”, o assunto é sério e precisa ser discutido. Em qualquer área é bem-vindo conversar sobre, mas, os futuros comunicadores e formadores de opinião, em algum momento da  carreira irão se deparar com o tema, e é o mínimo saber como lidar e escrever coisas erradas.

Não existe um lugar ideal para debater essas questões, mas é válido e precisa ser ressaltado a importância de se discutir essa pauta, em uma instituição de ensino. Por isso, no dia 21 de novembro, aconteceu no Centro Universitário de União da Vitória, a Mesa Redonda com o tema ‘Gênero na Comunicação’. O evento foi planejado pelos acadêmicos do sexto semestre de Jornalismo, com a orientação da professora Angela Farah.

O evento contou com a presença da professora de História da Unespar, Dulceli Tonet Stacheski, o representante do movimento LGBTI – União da Vitória, Felipe Bueno, da professora do curso de Publicidade, Tatiane Banisk, e como a mediadora a professora Angela.

Os assuntos tratados no dia foram sobre a vulgaridade e desprezo que a mulher é e foi tratada na comunicação e também todo o preconceito com pessoas LGBTI. Desinformação é um ponto característico dessas situações que resulta no preconceito e o uso errado de conceitos ligados a esses dois perfis.

Quando o assunto foi a mulher na publicidade foram dados inúmeros exemplos pelos convidados para compor a mesa e os que foram assistir. Um muito lembrado foi a vulgaridade que a mulher é submetida por algumas marcas. Propaganda de cerveja foi uma lembrada. Algumas marcas de cerveja ainda associam o produto “cerveja” com o produto “mulher”.

Algum tempo atrás as pessoas podiam ver que nas marcas da bebida que as mulheres se tornavam o foco principal da propaganda e os homens que bebiam destas cervejas, tinham o poder de conseguir todas elas apenas por beber a “loira gelada”. Isso ajudou  a prejudicar a imagem da mulher. Outro ponto marcante da noite foi o depoimento de duas publicitárias presentes na plateia, contando a dificuldade de se trabalhar em ambientes quase todos machistas. Uma delas relatou que já fez toda uma campanha, mas na hora de vender o produto final, foi preciso passar para dois homens, publicitários, porque passaria mais credibilidade e venderia mais fácil. Elas destacou que isso só reflete o quão a sociedade machista está impregnada em várias situações e lugares.

 

Guilherme Braiam:

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Felipe Bueno, representante do movimento LGBTI, contou como a imprensa se comporta diante dos manifestos feitos nos últimos anos. Ele conta que no primeiro ano, como foi a primeira vez que aconteceria a imprensa local compareceu em peso. Já no segundo evento que aconteceu esse ano, não teve nenhuma empresa de comunicação para cobrir o manifesto. Bueno acredita, que pode ser um descaso com o movimento, mas não perde as esperanças de um dia ter a imprensa local presente.

A Mesa Redonda teve êxito como um primeiro encontro, e já haverá uma próxima edição no ano que vem sobre outros temas importantes que precisam ser debatidos e estão sendo deixado de lado.

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