Projeto de Jornalismo ‘Trilhando Histórias’ lança seu site

Todos têm uma história ou lembranças de momentos marcantes da vida. Geralmente esses momentos marcantes ficam guardados bem lá no íntimo de cada um. Mas e se você pudesse contar essas histórias guardadas? Contar momentos marcantes vividos, sendo eles tristes ou alegres, que de alguma forma ainda moram em sua mente.Pensando nisso o projeto Trilhando Histórias resolveu ir atrás dessas histórias e lembranças, dando voz as pessoas anônimas da comunidade de Porto União e União da Vitória.

O projeto trilhando histórias nasceu dentro do Programa de Incentivo a Pesquisa Acadêmica (PIPA) do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv). O principal objetivo desse programa é fomentar a pesquisa acadêmica dentro da instituição, fazendo que alunos e professores em conjunto desenvolvam projetos que tragam retorno para a comunidade local.

Foi assim que a professora e jornalista Ana Cristina Bostelmam, com o auxílio do acadêmico do sexto semestre de jornalismo Leandro Machado e a então acadêmica de jornalismo Loraine Lys Gugelmin, eles trouxeram um projeto que pretendia trazer um jornalismo experimental, com o foco em contar lembranças e histórias de anônimos da comunidade.

O tema escolhido por eles foi a ferrovia justamente por trazer muita saudade as pessoas que viveram na época, neste projeto eles contaram as histórias de pessoas e as relações que elas tinham com o trem, contando estilo de vida e as saudades da época.

O projeto então ganhou nome passou a se chamar Trilhando Histórias. “Pretendemos fazer um resgate sobre as histórias da ferrovia em nossa região, o nome caiu como uma luva, trilharemos cada história e as mostraremos para a comunidade”, relata Machado.

O projeto conta atualmente com uma página no Facebook para a divulgação e foi através dessa página que foram encontradas as três primeiras personagens, Leonice Forostechi, Nely Araújo Bostelmam e Olga Kalenik.

Esta última quem entrou em contato com o projeto foi sua filha, Nilda Kalenik. Segundo ela a sua intenção era tornar a história de sua mãe marcante e inesquecível, que ficasse como uma bela recordação para a família. “O trabalho realizado pelo projeto é maravilhoso, minha mãe chorou muito vendo os vídeos”, relatou Nilda emocionada. Por coincidência foi o mesmo objetivo de Leonice. Ela conta histórias de sua trajetória de vida e das saudades da sua infância, principalmente de sua mãe, que foi brutalmente assassinada e jogada na linha do trem. “Foi um modo de homenagear minha mãe, de não deixar se perder essa história que até hoje meche muito comigo”, conta ela.

    

Noely contou de suas saudades do tempo em que ela sua família usavam o trem para visitar seus parentes, falando um pouco dos aromas e sabores de sua infância, que ficaram marcados em sua memória.

O acadêmico Machado diz que, para ele, foi uma experiência ótima, foi um aprendizado muito grande poder pôr em prática as técnicas   aprendidas em sala de aula. “Para mim a parte de entrevistar foi a melhor, foi nessas entrevistas que vi que estava na profissão certa, não há prazer maior que poder contar histórias, fazer com que pessoas que geralmente não tem voz ganhem seu espaço dentro da sociedade”.

No dia 6 de outubro foi lançado o site Trilhando Histórias, onde foram disponibilizados os vídeos das três personagens cada uma com sua peculiaridade, ainda no site o leitor pode saber como o projeto foi idealizado desde o seu início. “Desde o começo a ideia era o lançamento do site onde pudéssemos compartilhar as histórias com a comunidade em geral”, esclarece Machado.

O projeto não para por ai não, Ana Cristina e Machado agora querem focar na descoberta de novas histórias, e acreditam que com a repercussão do site elas vão começar a surgir. Para aqueles que desejarem contar suas histórias e lembranças relacionadas com a ferrovia basta acessar a página do projeto Trilhando Histórias no Facebook.

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *