Rafael Custódio foi o palestrante de quarta-feira na Semana da Comunicação

Rafael Custódio é jornalista, apresentador e editor-chefe do Jornal do Almoço da RBS TV de Joinville. Apresentou na noite do dia 27 de maio a palestra com o tema: Os desafios de quem faz ao vivo

Repórter: Karoline Emely Weber Amaral – acadêmica do 5º semestre de Jornalismo

 

Em uma noite fria, sala de eventos cheia. Ali sentados nas cadeiras, acadêmicos, professores, jornalistas e egressos, com olhares ansiosos e muitas expectativas. Lá fora fazia frio, porém lá dentro, calor. Mas não esse calor normal, como o calor climático. Era apenas calor humano. Todos a espera dele, a espera do palestrante mais aguardado pelos acadêmicos de Jornalismo. Porém, antes da palestra, os acadêmicos do curso de Educação Física elaboraram 10 minutos de ginásticas e alongamentos para fazer com os alunos do curso de Comunicação Social. Afinal, era também o Dia do Desafio. Depois, continuava a espera. Imprevistos acontecem, som e vídeo decidiram parar e dar uma travadinha.

Após tudo pronto, o professor Edinei Wassoaski apresenta o palestrante a todos e começa a dar os ‘avisos paroquiais’ da semana. Foi às 20h que iniciou, efetivamente, a palestra com o jornalista Rafael Custódio.

Custódio agradeceu pelo convite e por poder participar da Semana de Comunicação 2015. Iniciou a palestra explicando sobre o tema que abordaria. Abrangeu seriamente o tema e explicou sobre a cobertura que a RBS TV fez diante da história da tragédia da Serra da Dona Francisca, em Santa Catarina.

Segundo ele, essa foi a maior cobertura do ano feita em Santa Catarina. Durante os dias de cobertura, as informações vinham confusas e de diversas partes. Custódio comenta que não somente nesses casos, mas no jornalismo em si, o importante é ter as informações precisas. Os repórteres da RBS TV estavam nos locais (IML, Hospitais e no local do acidente) em todos os momentos, pois precisavam saber exatamente o que ocorria, dando informações corretas e de qualidade ao público.

 

O que a TV faz diante da internet?

Para Custódio, o momento em que vivemos é novo e ainda está sendo construído e descoberto. Na internet os acessos são muito maiores. O crescimento tecnológico aumenta cada vez mais e os meios que estão com muita força são o Facebook e o WhatsApp. Com esse avanço, cerca de 39% da população tem acesso da internet móvel, sendo que 47% dos brasileiros usam a internet para se informar. Ele abordou ainda a audiência televisiva e suas curvas, dizendo que a audiência global da televisão está em curva ascendente, conforme o IBOPE 2014. Essa curva tem crescimentos sucessivos em 2010, 2011, 2012 e 2013. Já a audiência da televisão aberta está diminuindo, pois as pessoas têm mais acesso a conteúdos e informações diferentes.

A televisão deixou de ser o epicentro do diálogo social. Segundo o palestrante, hoje a geração é multitelas, porém a televisão ainda continua gerando os assuntos mais comentados. O diálogo social se transferiu para a internet e redes sociais. A televisão já não é mais o centro de todo esse diálogo. Para Custódio, se a informação não for útil e relevante, não atrairá ninguém para ver aquilo, pois se a pessoa já viu na internet ou em outros meios, não irá procurar na televisão também. Sendo assim, a pessoa precisa achar que se ela não assistiu o jornal, ela perdeu alguma coisa, pois pode conter informações que não foram vistas na internet.

Por fim, Custódio disse que o trabalho do jornalista é apurar o tempo inteiro. Deixou então um recado para os jornalistas: “Vocês devem fazer com paixão. O importante é ser útil e relevante para as pessoas”.

 

Após a palestra

Ao finalizar a palestra, o jornalista se colocou a disposição dos participantes para perguntas. Elas começaram a surgir de diversos lados e sobre diversos assuntos. Custódio tratou tudo com naturalidade e respondeu a todas as questões e observações. No final, muitas dúvidas e curiosidades sofram sanadas pelo apresentador.

Um pouco sobre Rafael Custódio

Para Custódio, o rumo de jornalismo não veio tão ‘normal’. “Oficialmente, porque eu era jogador de vôlei, ai eu vi que não ia dar muito certo como jogador e eu precisava saber como eu ia continuar no esporte”, conta Custódio. Ele decidiu então ser repórter esportivo, porém ele nunca foi repórter esportivo. “Eu me apaixonei pelo jornalismo e hoje acho que fiz a melhor escolha, pois saí do vôlei”, comenta rindo. Ele conta ainda que se dedicou e focou para isso, pois já sabia o que queria e que isso lhe dava prazer. “Eu sempre gostei de televisão e sempre assisti muito. Desde o primeiro dia da faculdade já disse que iria trabalhar na televisão”, expõem. Para ele é importante não ficar ‘atirando para muitos lados’. Custódio conta ainda que na época da faculdade, antes de fazer o estágio na televisão, trabalhou em algumas assessorias de imprensa. Quando estava no quarto período da faculdade, houve uma seleção para a televisão da universidade e ele trabalhou desde então apenas na televisão.

Como editor-chefe, ele deve fazer muitas escolhas, pois é o ponto decisor sobre as matérias. As escolhas são diversas e feitas várias vezes ao dia. Por isso ele deve ter coragem, consciência e ousadia, pois no fim das contas a decisão passará por ele.

Sua participação na Semana de Comunicação

Para ele, poder participar da Semana de Comunicação 2015 foi algo bacana, pois pode trocar ideias muito mais do que passar. “É sempre legal, principalmente nesse momento que a gente vive, de tanta transformação do jornalismo. Vocês se preparando pra encarar esse mercado tão dinâmico que muda bastante”, argumenta.

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