Enaproc 2013: Inicia o X Encontro de Produção Científica da Uniuv

Repórter: Mayara Luana Mugnol –  acadêmica do 6º semestre de Jornalismo Uniuv

A abertura do X Encontro Anual de Produção Científica (Enaproc) do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) aconteceu no dia 5 de novembro no Cine Teatro Luz.

O evento tem como objetivo divulgar a produção científica dos acadêmicos e professores, incentivar e estimular a prática da pesquisa, proporcionar a aplicação do conhecimento teórico na prática e gerar novos conhecimentos aperfeiçoando-os aos recursos humanos.

Durante a manhã foi realizada uma mesa redonda – para os  cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Odontologia e alunos do segundo e terceiro ano do Coltec – sobre ética na pesquisa científica. Mediada pela pró-reitora de ensino Maria Genoveva Bordignon Esteves, o debate contou com a participação de três convidados:

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Mesa redonda sobre ética na pesquisa

Samom Noyama, coordenador e professor do curso de Filosofia da Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de União da Vitória-PR (Fafiuv), Karim Siebeneicher Brito, coordenadora e professora de letras da Faviuv, e a professora e a advogada  Mirian Karla Kmita, da Uniuv.

Noyama falou brevemente sobre o surgimento das questões éticas e das principais teorias e fundamentos sobre a ética elaboradas por filósofos. Para o professor, sua abordagem foi, em geral, problematizando a importância da discussão sobre a ética, mas alertando que não há uma forma única e definitiva de resolver este problema. A professora Karim explicou como fazer uma pesquisa com ética, e mencionou rapidamente as diretrizes da CNPq. A advogada Mirian falou sobre as diversas formas de plágio, e explicou aos acadêmicos se é ou não crime cometê-lo e de que maneira evitá-lo.

Ao final das apresentações os alunos participantes puderam tirar suas dúvidas em um bate papo descontraído com os palestrantes. Para a professora de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, Angela Maria Farah, muitas pessoas não tem noção exata do que é o plágio, como se configura e como não cometê-lo. “O debate foi importante para alertar os alunos e mostrar que é possível fazer uma pesquisa sem copiar nada de ninguém”, explica a professora.

A abertura oficial do evento aconteceu durante a noite, com a apresentação da peça “Eu te amo” do Grupo teatral Um bando de Efêmeros, de União da Vitória. Após a apresentação da peça, o evento teve continuidade e os acadêmicos e professores assistiram a uma palestra sobre a importância da ciência com o Biólogo, professor e doutor Roberto Ferreira Ariton.

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Palestra sobre a importância da pesquisa científica

 

 Para Ariton, todo aluno que passa pela iniciação científica é diferenciados dos demais que não passaram por esse processo.

Acompanhe.

 

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O evento tem continuidade nesta quarta, 6, na Uniuv, onde os acadêmicos apresentarão suas pesquisas e seus trabalhos de Conclusão de Curso(TCC) e também os professores que estarão apresentando suas pesquisas de Mestrado e Doutorado.

O Enaproc é obrigatório para todos os acadêmicos que estão em fase de término do TCC, e, é este o trabalho que eles apresentarão no evento. As apresentações dos trabalhos acontecem de duas formas, painel ou comunicação oral. Na última modalidade o acadêmico dispõe de no máximo 20 minutos para apresentação. Após isso, há espaço para o público debater e realizar perguntas sobre os trabalhos.

Os universitários que ainda não estão no último ano também podem participar inscrevendo trabalhos e pesquisas científicas.  Acrescentando o desenvolvimento e o currículo acadêmico do aluno.

 

 

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Debate sobre mídia e poder reúne profissionais na Uniuv

Repórter: Rodrigo Reis – acadêmico do 6º semestre de Jornalismo Uniuv

Jornalistas, publicitário e doutor em literatura apresentam seus conceitos e suas opiniões sobre os meios de comunicação

 mídia e poder

A mesa redonda que aconteceu no dia 31 de outubro, no auditório da Uniuv, trouxe como tema de discussão a “Mídia e Poder”. O debate foi promovido pela jornalista, professora e mestre em comunicação e linguagens, Angela Farah, e trouxe para uma conversa aberta os professores, Lúcio Kurten dos Passos, fotógrafo, jornalista e mestre em comunicação e linguagens, Caio Ricardo Bona Moreira, doutor em literatura e Samon Noyama, publicitário e mestre em filosofia.

Angela Farah, que abriu o debate, citou as datas mais importantes sobre a criação das principais mídias, exemplo a TV, e sobre os trâmites que estão acontecendo para o reconhecimento oficial do diploma de jornalismo. Angela lembrou também da lei de impressa que entra em vigor na Argentina, como forma do governo controlar seus meios de comunicação. A Lei de Mídia da Argentina foi votada e promulgada em 2009 e tem gerado polêmica por sua intenção de limitar o número de licenças de audiovisual dos diferentes grupos de mídias, como o Clarín. A data limite para que esses grupos se adequem de forma voluntária é sete de dezembro de 2012. Caso isso não aconteça, o governo ameaça caçar essas licenças. A lei regulamenta a utilização do espectro audiovisual, mas não estabelece um marco regulatório para o conteúdo, publicou o portal Infobae.

 

Caio Bona vê no debate a importância de se discutir como a mídia e o poder têm ligações fortes e conseguem muitas coisas na sociedade. Bona cita como exemplo o caso do jornalista Crispim Mira, mártir da liberdade da imprensa no Brasil. Vítima de uma tentativa de retaliação, em 1927, na cidade de Florianópolis, Mira foi agredido e baleado em seu próprio jornal, diante do seu filho de 14 anos. Morreu dias depois no Hospital da Caridade, centro da capital catarinense. Sua história é oculta e pouco se sabe dele. Mira buscava em seu jornal a liberdade de imprensa e sofreu represália por isso.  Bona também cita a importância da literatura como um forte recurso que pode ser usado de forma a recontar os fatos, coisas que talvez a imprensa não possa trabalhar mais aprofundada.

 

Para Samon Noyama, é fundamental discutir como estamos entendendo a forma de liberdade de imprensa. Cita o exemplo da Revolução Francesa que levantou a ideia de liberdade, mas ficou totalmente avessa ao que planejava.   A Revolução Francesa foi o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Segundo Noyama, essa ideia de liberdade trouxe alguns problemas, muitos não entenderam o principal objetivo das lutas e do discurso proferido da liberdade. Defendiam valores de falar o que pensam. De acordo com Noyama nós fazemos parte do mundo e interferimos muito nele, cada um a sua maneira. Por ser publicitário formado, Noyama apresentou a relação entre os profissionais das mídias no mercado de trabalho, onde o jornalista busca em seu dia a dia revelar o que há de verdade nos fatos do mundo e o publicitário procura sempre a melhor forma de promover e vender seus anúncios e produtos.

 

Lúcio Kurten dos Passos traz em sua abordagem o poder da imagem nas mídias e cita como exemplo a história do rei Luís 14, que gerou a autoidolatria, se autopromovendo.  Luís 14 de Bourbon conhecido como “Rei-Sol”, foi o um monarca absolutista da França, reinando de 1643 a 1715. A ele é atribuída a famosa frase: “L’État c’est moi” (em português: O Estado sou eu), apesar de grande parte dos historiadores achar que isso é apenas um mito. Passos faz uma relação entre a história de Luís 14 e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que fez a promoção de sua imagem para conquistar a nação e enfim chegar à presidência. Segundo Passos, os profissionais comunicadores são os intermediadores entre o real e o irreal e considera a era em que nos encontramos como a era das imagens, isso desde o século 20. Relatou também o aumento incalculável das imagens publicadas, permitido pelas novas tecnologias existentes no mundo hoje.

 

Alunos do sexto semestre fazem cobertura de evento

Repórter: Amanda Mendes – acadêmica do 6º semestre de Jornalismo

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Um dos maiores sambistas do país é homenageado no centenário do seu nascimento

Texto e fotos: Michelle Martins de Lima – acadêmica do 5º semestre de Jornalismo

Um espetáculo de música com artistas das Gêmeas do Iguaçu. Na sexta-feira, 21 de maio, no Cine Teatro Luz, em União da Vitória, cerca de 12 pessoas se apresentaram em homenagem ao centenário do nascimento de Noel Rosa. O tributo ao sambista considerado um dos maiores do século 20 foi organizado pela Secretária de Cultura de Porto União em parceria com a Fundação de Cultura de União da Vitória. O evento reuniu a comunidade, a imprensa em geral e os estudantes de Comunicação Social do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv). Continue reading “Um dos maiores sambistas do país é homenageado no centenário do seu nascimento”