Acadêmicos de Jornalismo promovem mesa redonda sobre gênero na comunicação

Os alunos do sexto semestre de jornalismo organizaram uma mesa redonda com o tema Gênero na Comunicação. O intuito desse evento, voltado para os cursos de comunicação, foi por em debate as questões e abordagens desses temas na mídia atual, e por consequência nas produções publicitárias e jornalísticas dos futuros profissionais.

A ideia do evento surgiu durante as aulas de Técnicas de Reportagem e Pesquisa Jornalística, ministrada pela professora Angela Farah. Segundo os organizadores do evento, muitas discussões relacionadas ao modo que os meios de comunicação retratavam as mulheres e a classe LGBTQ surgiam, juntamente com muitas dúvidas de como abordar corretamente esses temas.

Então com o apoio e a coordenação da professora Angela foi posto em prática a ideia de uma mesa redonda. Foram convidados três representantes que pudessem falar de como o gênero é retratado na mídia como um todo, e trazer esclarecimentos em torno disso. Entre os convidados estava a professora de história da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) Dulceli Stacheski, que atualmente cursa doutorado em história na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisando sobre, Pressões sociais de gênero que causam sofrimento e levam ao suicídio.

 

 

Outra convidada para o debate foi Tatiane Baniski, que é professora do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), e  desenvolve um projeto de pesquisa, dentro do Programa de Incentivo a Pesquisa Acadêmica (PIPA) da Uniuv, com o tema, Objetificação da mulher e o Femvertising: um novo olhar sobre a representação feminina na propaganda brasileira.

 

E, por fim, o representante do movimento Coletivo União, Felipe Bueno, ele foi um dos responsáveis pela organização e realização das duas edições da Parada LGBTQ em União da Vitória.

 

No início do evento foi apresentado um pequeno vídeo produzido pelos alunos do sexto semestre de jornalismo, no vídeo aparecem muitos exemplos negativos de como tratar as questões de gênero.

Cada convidado teve dez minutos para fazer uma breve explanação, falando sobre os trabalhos realizados sobre gêneros e as questões que mais geram dúvidas na da sociedade, e também de suas experiências de vida, como foi o caso de Bueno representante da classe LGBTQ, que relatou as ações e impactos positivos e negativos sofridos na comunidade local. Depois disso os alunos, professores e demais pessoas presentes puderam fazer perguntas aos convidados.

Mariana Baufleur, acadêmica do sexto semestre de Jornalismo, conta que realizar um evento dessa magnitude trouxe muita experiência, muito aprendizado dentro da vida de todos como acadêmicos e pessoas. Já Cristiano Michahouski, que também participou da organização, acredita que a importância de discutir um tema tão delicado na faculdade é um privilégio. “Não é em todas as faculdades que abrem espaço para nós alunos discutirmos questões em evidência e que afetam nossa sociedade”, argumenta.

 

Projeto de Jornalismo ‘Trilhando Histórias’ lança seu site

Todos têm uma história ou lembranças de momentos marcantes da vida. Geralmente esses momentos marcantes ficam guardados bem lá no íntimo de cada um. Mas e se você pudesse contar essas histórias guardadas? Contar momentos marcantes vividos, sendo eles tristes ou alegres, que de alguma forma ainda moram em sua mente.Pensando nisso o projeto Trilhando Histórias resolveu ir atrás dessas histórias e lembranças, dando voz as pessoas anônimas da comunidade de Porto União e União da Vitória.

O projeto trilhando histórias nasceu dentro do Programa de Incentivo a Pesquisa Acadêmica (PIPA) do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv). O principal objetivo desse programa é fomentar a pesquisa acadêmica dentro da instituição, fazendo que alunos e professores em conjunto desenvolvam projetos que tragam retorno para a comunidade local.

Foi assim que a professora e jornalista Ana Cristina Bostelmam, com o auxílio do acadêmico do sexto semestre de jornalismo Leandro Machado e a então acadêmica de jornalismo Loraine Lys Gugelmin, eles trouxeram um projeto que pretendia trazer um jornalismo experimental, com o foco em contar lembranças e histórias de anônimos da comunidade.

O tema escolhido por eles foi a ferrovia justamente por trazer muita saudade as pessoas que viveram na época, neste projeto eles contaram as histórias de pessoas e as relações que elas tinham com o trem, contando estilo de vida e as saudades da época.

O projeto então ganhou nome passou a se chamar Trilhando Histórias. “Pretendemos fazer um resgate sobre as histórias da ferrovia em nossa região, o nome caiu como uma luva, trilharemos cada história e as mostraremos para a comunidade”, relata Machado.

O projeto conta atualmente com uma página no Facebook para a divulgação e foi através dessa página que foram encontradas as três primeiras personagens, Leonice Forostechi, Nely Araújo Bostelmam e Olga Kalenik.

Esta última quem entrou em contato com o projeto foi sua filha, Nilda Kalenik. Segundo ela a sua intenção era tornar a história de sua mãe marcante e inesquecível, que ficasse como uma bela recordação para a família. “O trabalho realizado pelo projeto é maravilhoso, minha mãe chorou muito vendo os vídeos”, relatou Nilda emocionada. Por coincidência foi o mesmo objetivo de Leonice. Ela conta histórias de sua trajetória de vida e das saudades da sua infância, principalmente de sua mãe, que foi brutalmente assassinada e jogada na linha do trem. “Foi um modo de homenagear minha mãe, de não deixar se perder essa história que até hoje meche muito comigo”, conta ela.

    

Noely contou de suas saudades do tempo em que ela sua família usavam o trem para visitar seus parentes, falando um pouco dos aromas e sabores de sua infância, que ficaram marcados em sua memória.

O acadêmico Machado diz que, para ele, foi uma experiência ótima, foi um aprendizado muito grande poder pôr em prática as técnicas   aprendidas em sala de aula. “Para mim a parte de entrevistar foi a melhor, foi nessas entrevistas que vi que estava na profissão certa, não há prazer maior que poder contar histórias, fazer com que pessoas que geralmente não tem voz ganhem seu espaço dentro da sociedade”.

No dia 6 de outubro foi lançado o site Trilhando Histórias, onde foram disponibilizados os vídeos das três personagens cada uma com sua peculiaridade, ainda no site o leitor pode saber como o projeto foi idealizado desde o seu início. “Desde o começo a ideia era o lançamento do site onde pudéssemos compartilhar as histórias com a comunidade em geral”, esclarece Machado.

O projeto não para por ai não, Ana Cristina e Machado agora querem focar na descoberta de novas histórias, e acreditam que com a repercussão do site elas vão começar a surgir. Para aqueles que desejarem contar suas histórias e lembranças relacionadas com a ferrovia basta acessar a página do projeto Trilhando Histórias no Facebook.

 

 

 

 

Acadêmicos de comunicação falam sobre os Jogos Intercursos

Repórter: Leandro Machado

 

 

A IV edição dos Jogos Intercursos do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) chegou ao fim, mas deixou muitas saudades em todos os que participaram do evento ou que apenas prestigiaram os jogos. Entre os acadêmicos da instituição é quase que uma unanimidade a aprovação do evento, que a cada ano traz novidades.

Em conversa com os alunos de Comunicação fica bem claro o quanto o evento é bem visto. Para os calouros então, o evento foi surpreendente. Jonatas Ribeiro Mazur, do primeiro semestre de Jornalismo, conta que ficou surpreso com o evento realizado na Uniuv, de como o evento é importante para a interação entre alunos e professores, fazendo com que o espirito de união se fortaleça.

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Mazur não participou de nenhuma competição dos jogos pelo fato de não se sentir apto na prática de nenhuma das modalidades da competição, mas revela a vontade de, nos próximos anos, participar mais ativamente nas competições. Apesar de não ter jogado, o acadêmico fez parte da torcida organizada dos cursos de Comunicação.

A grandiosidade do evento também é destacada pelo acadêmico do sexto semestre de Jornalismo, Cristiano Michahouski. Mesmo não tento participado do evento com muita frequência, ele destaca a importância dos Jogos Intercursos para a comunidade em geral.

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Assim como Mazur, Michahouski não participou de nenhuma modalidade dos jogos, segundo ele a falta de habilidade foi um dos empecilho. Mesmo já tendo praticado vôlei e futsal em outro momento de sua vida, na atualidade não se acha apto em nenhuma das atividades.

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Com um grande número de público, os Jogos deste ano tiveram uma participação intensa por parte dos acadêmicos de todos os cursos. O espírito competitivo não ficou dentro da quadra, e isso ficou bem evidente nas torcidas organizadas dos cursos, a animação e alegria contribuíram para o sucesso do evento.