Uniuv comemora 43 anos com palestra de Mario Sergio Cortella

Palestra de Mario Sergio Cortella, importante nome na filosofia e educação,  abre as comemorações do aniversário da instituição. Gestão de Conhecimento e Educação foram os temas abordados.

Repórter: Regiane Stachera

 

Quem decidiu na última hora assistir a palestra de Mario Sergio Cortella ficou com um gostinho de arrependimento. Às 17h, no dia do evento que ocorreu na terça-feira (19),  os ingressos estavam esgotados. Lotado, a fila acumulou-se na quadra do Cine Ópera, em Porto União.

Professor e vice-reitor, Lúcio Kurten dos Passos  disse que estar à frente da Instituição neste momento com o professor e reitor Alysson Frantz  tem sido um trabalho muito árduo e prazeroso, porque é possível enxergar nos acadêmicos o desejo de transformar a Uniuv em uma instituição de ensino superior de referência, não só para nossa região, mas para o país como um todo. “Estar à frente da instituição é, para mim, uma grande honra e responsabilidade”. Para ele, a palestra representa um grande presente para a sociedade e é uma materialização do sucesso da Uniuv. “Leandro Karnal, Clóvis de Barros Filho e Mario Sergio Cortella representam os mais conhecidos pensadores contemporâneos do Brasil. Neste momento, a Uniuv fecha este ciclo, uma vez que já trouxemos todos eles e faltava Mario Sergio Cortella”, orgulha-se Passos.

Professor, como prefere ser chamado, Mario Sergio Cortella também é escritor e filósofo. Discípulo de Paulo Freire, Cortella trouxe momentos profundos de introspecção com 1h30min de fala. Ele brincou e disse se considerar um  ” filósofo pop” graças ao mundo digital, que disseminou as suas ideias e tomou muitos seguidores nas redes sociais, os quais se identificam cada vez mais.

Cortella falou sobre a gestão do conhecimento e a educação. Para Cortella, a renovação sempre deve acontecer e o aprendizado nunca deve parar. “A Uniuv em 2017 é uma nova Uniuv. Eu não sou inédito, eu sou novo. Inédito eu seria se eu fosse completamente diverso do que fui antes. E muito do que eu sou, eu trouxe da minha história, mas eu não sou mais como eu era. E nós não nascemos prontos”.

Entre muitas reflexões, Cortella falou sobre a importância em abrir a mente para coisas novas, sem querer ser o dono da razão. “Não confunda idoso com velho, idosa é uma pessoa que tem bastante idade, velho é uma pessoa que acha que já sabe de tudo e não precisa aprender. Idosa é uma pessoa de 65, 70. Velho você pode ser com 20 anos de idade, 30, 40 ou 70”. Para ele, também é preciso ter a insatisfação positiva, que consiste em querer mais e melhor. “A coisa mais perigosa que pode existir é a satisfação por completo. Quando a pessoa está satisfeita por completo, com o que ela sabe ou que ela faz,  deve estar atenta. É preciso ter uma insatisfação positiva para conseguir renovar-se. Cortella citou Rolling Stones como exemplo. Uma das mais antigas e importantes bandas de rock, que nunca deixou de produzir,  tem como um dos seus principais singles a música ‘I Can’t Get No – Satisfaction’. “Não foi o sucesso ou o dinheiro que os fez parar. Eles continuaram porque tem a insatisfação positiva. Não estão satisfeitos! Querem sempre produzir mais e melhor!”, explica Cortella.

Para terminar a palestra, o professor citou Millôr Fernandes. “O importante é ter sem que o ter te tenha”, isto é, não ser possuído por aquilo que você possui. “Não seja cego naquilo que você deve ser ‘senhor’ ou ‘senhora’. Millôr também disse, quando ele tinha 80 anos de idade: Atenção,  moçada! Quando eu disser ‘no meu tempo, eu quero dizer ‘daqui há 10 anos’. Tudo isso para lembrar que no mundo em que você tem uma operação veloz – uma mudança muito rápida – cuide pra não envelhecer a cabeça, a percepção e  a prática”, finalizou.

Ouça um trecho da palestra:

Inspirados com as reflexões, acadêmicos da Uniuv falam sobre a palestra e comemoram

Uniuv: minha segunda casa

Para Ivana Carolina, acadêmica do curso de Jornalismo, a Uniuv é a sua segunda casa. “Sou suspeita para falar sobre a Uniuv, pois estou na instituição há sete anos – desde o Coltec até agora, no último ano da faculdade. Desde que entrei aqui em 2011, parece que passo mais tempo na instituição que na minha própria casa, mas isso não me incomoda nem um pouco, pois gosto muito do ambiente”. Sobre a palestra de Cortella, Ivana disse que esse momento foi muito especial, com alguém com pensamentos e ideais tão interessantes como o Cortella. Para ela,  foi um presente da Uniuv para a comunidade.

 

43 anos: Uma comemoração de luta e orgulho.

Felipe Cheremeta, acadêmico do curso de Jornalismo, disse que para ele é um motivo de orgulho estar participando desses 43 anos. Ele está na Instituição há cinco anos. “É um orgulho estar aqui e saber que foi muita luta para que a Uniuv chegasse onde está agora. Muitos empresários e o poder público ajudaram. Fico orgulhoso em saber que a  história da Uniuv  é construída com alunos e professores dedicados pela educação que somam para fazer a história”

 

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